Aprovação de Risco

O que é um ARC e por que é importante para operadores de drones?

Para operadores profissionais de drones (UAS) em Portugal que atuam na categoria Específica, o ARC é uma parte fundamental da gestão de risco operacional. ARC, ou Classificação de Risco Aprovada, refere-se a uma avaliação oficial que classifica o risco de uma operação de drone, ajudando os operadores a voar em conformidade com a regulamentação europeia (EASA) e nacional (ANAC). Esse conceito é essencial para compor o manual operacional e o Plano de Referência Externa (ERP).

O que é exatamente um ARC?

O ARC é uma classificação formal de risco emitida pela autoridade nacional competente, que em Portugal é a ANAC, com base em uma avaliação detalhada para operações na categoria Específica. Este documento indica o nível de segurança esperado e define as medidas e restrições necessárias para mitigar os riscos envolvidos na operação.

Este processo é suportado por um dossiê de segurança que normalmente inclui uma Avaliação de Risco de Operações Específicas (SORA) ou uma Avaliação de Risco Predefinida (PDRA). O ARC descreve as limitações operacionais e as medidas de segurança aplicáveis à operação autorizada.

  • Definição de ARC (Classificação de Risco Aprovada)
  • Emitido pela autoridade nacional ANAC
  • Baseado em análise SORA ou PDRA
  • Inclui restrições e medidas de mitigação

Como solicitar um ARC em Portugal?

Em Portugal, operadores que desejem realizar operações na categoria Específica devem submeter um pedido de ARC à ANAC integrado no Plano de Referência Externa (ERP). O ERP compreende o manual operacional, a análise de riscos, as medidas de mitigação e o Concept of Operations (ConOps).

O processo exige a elaboração de uma análise de segurança detalhada, justificando os riscos da operação e apresentando as medidas que garantirão a sua aceitabilidade. Essa fundamentação pode basear-se em PDRAs para operações padrão ou numa avaliação SORA personalizada para operações singulares.

A ANAC avalia o dossiê e concede o ARC se os critérios forem cumpridos. A preparação cuidadosa do dossiê é crucial para evitar atrasos no processo.

  • Pedido enviado à ANAC como parte do ERP
  • Documentos incluem ConOps, manual operacional e análise de riscos
  • Fundamentação por PDRAs ou avaliação SORA
  • Estrutura clara do dossiê agiliza aprovação

Por que o ARC é importante para operadores profissionais de UAS?

O ARC define quais operações são legalmente permitidas e as condições de segurança exigidas. Operar na categoria Específica sem ARC válido é ilegal e coloca em risco a segurança e a conformidade regulatória.

Além de garantir a gestão adequada dos riscos e promover a segurança operacional, o ARC constitui uma ferramenta de transparência para autoridades, clientes e público, comprovando que a operação cumpre as normas estabelecidas.

O ARC é ainda um requisito legal na regulamentação EASA para determinadas operações, sendo, portanto, indispensável para atividades comerciais e profissionais com drones em Portugal e na União Europeia.

  • Obrigatório para operações fora da categoria Aberta
  • Auxilia no controlo e redução de riscos operacionais
  • Assegura conformidade com normas europeias e nacionais
  • Gera confiança junto de autoridades e clientes

Erros comuns e dicas para pedidos de ARC

É frequente que operadores submetam dossiês incompletos ou com fundamentação insuficiente dos riscos, provocando atrasos ou rejeições por parte da ANAC.

Para evitar estes problemas, é recomendável:

ARC no contexto das ferramentas de avaliação de risco da EASA

O ARC insere-se no enquadramento europeu que utiliza metodologias como a SORA para avaliar e mitigar riscos operacionais de forma estruturada.

SORA (Specific Operations Risk Assessment) permite uma análise personalizada dos riscos, enquanto as PDRAs fornecem avaliações pré-aprovadas para cenários padrão, simplificando e acelerando a obtenção do ARC.

O ARC aprovado serve de base para o manual operacional e integra o ERP, que são documentos chave para submissão em auditorias e inspeções regulatórias.

  • ARC fundamenta-se nas metodologias SORA e PDRA
  • SORA requer análise personalizada para operações únicas
  • PDRAs facilitam e agilizam o pedido de ARC para operações padrão
  • ARC integra manual operacional e o ERP

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre ARC e PDRA?

Um PDRA é uma avaliação de risco pré-definida para operações padrão de drones, enquanto o ARC é a classificação de risco aprovada pela ANAC, baseada num PDRA ou numa análise SORA personalizada.

O ARC é obrigatório para todos os operadores de drones?

Não. O ARC é mandatório para operadores que realizam operações na categoria Específica que excedem os limites da categoria Aberta e que exigem avaliação de risco.

Qual é a validade do ARC?

A validade do ARC depende das condições definidas pela ANAC e da estabilidade dos riscos da operação, sendo geralmente acordada no momento da aprovação e podendo ser renovada ou atualizada.

Posso voar com drone em Portugal sem ARC?

Se a operação ocorrer apenas na categoria Aberta e cumprir as suas regras, o ARC não é necessário. Para operações na categoria Específica que requerem avaliação de risco, o ARC é obrigatório.

Qual a relação entre ARC e manual operacional?

O ARC define medidas de segurança e restrições operacionais que devem ser documentadas e implementadas no manual operacional do operador de UAS.